domingo, 20 de dezembro de 2009

Oneida - (2002) Each One Teach One

  

   O Oneida é uma banda de rock, com influências de rock psicodélico, krautrock e hard rock.

   Embora eu não ache que eles tenham um tantinho assim de hard rock, isso é o que a Wikipedia me diz sobre eles, que são uma banda bem obscura, considerando a dificuldade pra se achar alguma informação, e algum disco deles. “Each One Teach One”, por exemplo, demorei um baita tempo pra achar. Um baita tempo mesmo. O outro deles que tenho, sinceramente nem me lembro mais como consegui.

    “Each One Teach One” tem nove faixas, divididas em dois discos, um com duas músicas, o outro com sete.

   O primeiro disco contém “Sheets Of Easter” e “Antibiotics”, que tem 14 e 16 minutos, respectivamente, e não passam de repetições barulhentas, quase-só-instrumentais e absurdamente incríveis. Não fique com viadices por serem muito longas, porque depois de poucos minutos, tu passa a se esquecer do tempo, e quando elas acabam, você ainda fica esperando mais.

   O segundo disco, de forma bem geral, é esse mais que você espera, e não demora muito para receber. É basicamente uma síntese de tudo o que foi apresentado nas duas faixas de abertura: sintetizadores/órgãos emulando as coisas mais estranhas, guitarras fazendo coisas que, na maior parte do tempo, não se parecem com sons de uma guitarra, o baixo levando tudo nas costas, sem parar um minuto, e a bateria dando consistência a isso. Cada um sempre tentando soar mais alto que o outro, e sempre terminando em um monte de barulho, muito do ruidoso. Tudo isso em menos tempo, vale salientar.

   Pra finalizar, isso tudo, os dois discos, podem ser descritos de forma física, como um turbilhão de barulho e cores bizarras, que se fecha em si mesmo, e fica dando voltas e voltas, sempre mudando. Ou só como um disco bem bacana.

   

   Pra downloadear:   

(2002) Each One Teach One - Disco Um

(2002) Each One Teach One - Disco Dois

domingo, 6 de dezembro de 2009

Slint - (1991) Spiderland


   O Slint é uma banda americana, considerada o pai do post-rock e, segundo fontes, “faz parte” do math rock também, apesar de não ser tão parecido com as outras que seguem esse estilo (as outras você tome como “as que eu conheço”). Levando em conta os discos lançados, é uma banda que nasceu e morreu bem rápido, mas aparentemente influenciou grande parte dos que vieram depois. Isso eu desconheço.

   Spiderland é o segundo e último álbum deles, antes de se separarem, porque depois que isso aconteceu, lançaram um EP com duas músicas. Esse tem seis faixas, bastante características: letras que normalmente contam uma história bem definida, mas bem subjetiva, guitarras muito bem trabalhadas, alternância, nos vocais, entre o falado e a cantoria mesrmo, e no instrumental, entre o parado, lento e explosões furiosas.

   Abre com “Breadcrumb Trail”, e passa pra “Nosferatu Man”, que conta sobre um príncipe, que mora em um castelo, e que tenta implorar à sua rainha; essas coisas de gibi. As duas mostram muito bem toda a agressividade misturada com delicadeza, do Slint. Em uma comparação, é quase como Godspeed You! Black Emperor, que tem explosões arrebatadoras de som.

   “Washer” é o que há de melhor, em relação à letra; os caras conseguem unir isso a um instrumental mais sutil, e fazer uma pérola de quase nove minutos.

   Mas é “Good Morning Captain” que faz o disco todo valer a pena. A letra, inteira falada, é baseada no poema “A Balada do Velho Marinheiro”, de S. T. Coleridge; o instrumental acompanha isso sem parar um minuto, em um meio termo entre agitado, e devagar. As explosões, quando vem, logo terminam, quebrando todas as expectativas, até o fim, quando você recebe o que esperava: o barulho é tremendamente brutal, e o vocal berrando “I miss you” sem parar, torna tudo ainda mais desesperador, até o silêncio chegar. Um grande encerramento.

    Por fim, Spiderland não é um disco difícil de achar, mas coloco aqui, porque realmente merece ser ouvido, assim como tudo que virá, logo menos. 

   

   Pra downloadear: (1991) Spiderland

sábado, 5 de dezembro de 2009

Pavement - (1989) Slay Tracks (1933–1969)


   Slay Tracks (1933-1969) é o primeiro registro do Pavement, gravado no estúdio do seu futuro baterista, que fez sua estréia já nesse EP.

   São cinco faixas bem lou-fais e bem tortas, que oscilam entre ruído, simplicidade, agressividade e um pouquinho assim de Sonic Youth, no começo.

   “You’re Killing Me”, por exemplo, é só ruído, acompanhado de guitarra e voz, e “Maybe Maybe” mostra literalmente o quão torto é o som: depois de um tempo, tudo se ajeita, mas por uns momentos, dá pra ver que os compassos, a banda descarta sem dó.

   Não sou grande conhecedor, mas essas cinco faixas mostram um rumo já traçado, que dá ainda pra ser visto no primeiro álbum, o que não é mal. É um baita EP, válido também como forma de ver como uma banda é, logo no início, o que é sempre interessante.

   

   Pra downloadear: (1989) Slay Tracks (1933–1969)

1, 2, 3

   Certo, mais um blog.

 

   A idéia desse, é postar discos, outrora conhecidos como obscuros, difíceis de se achar, e afins. Isso não é nem um pouco original, mas pelo menos sinto que estou fazendo algo minimamente útil, em escalas menos congratuláveis.

   Basicamente, fiz e faço isso, só pra deixar isso jogado por aqui, pra alguém achar. É uma tremenda falcatrua, não achar tal disco, então talvez isso salve a pele de alguém, talvez não. Ou talvez eu seja preso, logo menos.

   Nenhuma pretensão nisso, só vou escrever bem rapidinho sobre algum disco que gosto, postar o link pra baixar e só.

 

   Prestigiem.